sábado, 3 de abril de 2010
Primeira parte Da Natureza Da Cultura OU Da Natureza A CULTURA

O interessante deste primeiro capitulo e também e de todo o tema proposto no livro Cultura um conceito antropológico é que o tema vem sendo discutido há quatro séculos antes de Cristo e até hoje é um tema bastante discutido e estudado.
Seguindo a linha de raciocínio que “Que a natureza dos homens é a mesma, são os seus hábitos que os mantêm separados.
Podemos levar em conta que essa afirmação está completamente correta a natureza dos homens e a mesma, são os costumes, hábitos de uma determinada sociedade que os diferem uns dos outros. Um exemplo bem comum e muito conhecido é de uma criança nascida em um determinado país da origem e criada em outro. Se pegarmos uma criança nascida de pais chineses e leva- lá ainda criança a uma família brasileira. Esse individuo concerteza crescerá com hábitos brasileiros e não de chineses, será educado e criado conforme hábitos e costumes brasileiros e falará português e não a língua de seus pais biológicos da China. O fato dele nascer em outro país e ser criado em outro não o diferenciou de seus pais de criação, pelo contrario essa criança crescerá e possuirá os mesmos hábitos como se fosse uma criança nascida no Brasil. Podemos levar em conclusão que as diferenças de comportamentos entre os homens não podem ser explicadas sobre as diversidades somologicas ou mesológicas.
Esta primeira parte do livro nos fala de diversos autores e manifestações ilmunistas até os autores de hoje falando de diferentes culturas de diferentes lugares, clima, variações de ambientes físicos na qual segundo eles podem interferir até nos hábitos e até na forma de raciocínio. E algo bem interessante e lógico é afirmação de acordo com Reduto (484-424 a.C). Se oferecêssemos aos homens a escolha de todos os costumes do mundo, aqueles que lhes parecessem melhor, eles examinariam a totalidade e acabariam preferindo os seus próprios costumes, tão convencidos estão de que estes são os melhores do que de todos os outros. Concordo perfeitamente sempre os hábitos que o individuo vive e crês céu com ele sempre será considerado melhor e mais agradável aos seus olhos.
Nós que somos brasileiros que crescemos com hábitos saudáveis de praticar esportes, academias mantêm sempre a boa forma a obesidade nunca nos seria indicador de virilidade, segundo os ciganos da Califórnia. E muito menos cometer suicídio na véspera do ano novo seria para nos maneira de limpar o próprio nome e o da família, pelo ao contrario seria para nos uma tragédia.
1. O determinismo biológico

São curiosas como as teorias atribuem capacidade especifica raciocínio, habilidades, inteligência e até mesmo caráter. Caracterizando pelo lugar de origem, região de onde cada qual nasceu.
O livro mostra como exemplo que os brasileiros herdaram a preguiça dos negros, a imprevidência dos índios e a luxuria dos portugueses.
Expondo minha opinião essa teoria não tem nenhum cabimento e nem comprovação cientifica, assim como também os antropólogos estão totalmente convencidos de que as diferenças genéticas não são determinantes das diferenças culturais. Um exemplo vivo disso é o exemplo da criança no primeiro comentário acima, onde não é a genética que predomina nos hábitos. mas sim sua criação.
Algo que vemos muito e no faz sentir diferente um do outro, é o tratamento e a diferença homem /mulher é algo que vem sendo ensinado e seguido desde os tempos antigos até os atuais. A sociedade prega que existe uma diferença entre o sexo masculino e do feminino principalmente nas execuções de atividades e até mesmo nas profissões. Até pouco tempo, a carreira diplomática, o quadro de funcionários do Banco do Brasil eram atividades exclusivas de homens.
O comportamento dos indivíduos está relacionado de um processo permanente de aprendizagem de uma cultura que se inicia de valores e experiências a partir do nascimento e não decorrentes de seus hormônios.
2. O determinismo geográfico

Não podemos admitir que o determinismo biológico possa influenciar na cultura do individuo sobre o ambiente que vive.
Indivíduos que vivem em um mesmo espaço, ambiente podem adquirir hábitos e meios de sobrevivência diferentes. O livro nos mostra como exemplo no Sudoeste americano, índios que ocupam o mesmo habitat que mesmo possuem fontes de sobrevivência e hábitos totalmente diferentes. Um possui uma economia agrícola baseada principalmente no milho, outros são apanhadores de viveres e se alimentam de castanhas selvagens. Podemos usar também como exemplo um determinado lugar do Brasil em uma determinada região, não é porque o individuo nasceu naquele lugar que ele vai se comportar conforme os costumes daquela sociedade, gostos, hábitos e alimentação. Diferente espaço geográfico nunca foi e nunca será determinante na cultura do individuo.
3. Antecedentes históricos do conceito de cultura

Os conceitos de cultura vêm se aprimorando muito desde o século XVII. Para os germânicos Kultur era utilizado para simbolizar aspectos espirituais de uma comunidade. Já para Edward Tylor (1832-1917), Culture vocábulo inglês está relacionado a conhecimentos, crenças, arte, moral, leis, costumes ou qualquer outra capacidade ou hábitos adquiridos.
E por aí foi várias teorias surgindo e aprimorando de diferentes pensadores. Porem uma teoria que achei bastante interessante foi a de John Locke (1632- 1704) tentou demonstrar que a mente humana não é mais do que uma caixa vazia por ocasião do nascimento, dotada apenas da capacidade ilimitada de obter conhecimentos.
O ser humano realmente é uma mente vazia, está apto a aprender e sobreviver e se adaptar a qualquer ambiente, onde sua cultura, hábitos em si vai depender do ambiente que foi criado e não do ambiente em que nasceu. Assim complementando a minha opinião defendendo o pensamento de Taylor em 1871 é que ele também definiu cultura como sendo todo o comportamento aprendido, tudo aquilo que independe de uma transmissão genética.
4. O desenvolvimento do conceito de cultura

Foi Taylor formulou a primeira definição do conceito de cultura, que pode ser objeto de um estudo sistemático, pois tratava de um fenômeno natural que possui causas e regularidades, permitindo um estudo objetivo e uma analise capazes de proporcionar leis sobre o processo cultural e a evolução.
Stocking (1968) critica Tylor por “deixar de lado toda a questão do relativismo cultural e tornar impossível o moderno conceito de cultura.
Já a preocupação de Kroeber (1876-1960) é a evita a confusão, ainda tão comum entre o orgânico e a cultura, afirmando que o ser humano nasce com certos poderes e adquirem outros. Para ele o homem criou o seu próprio processo evolutivo, sem submeter a modificações biológicas, ele pode mudar o seu ambiente e conservar o seu corpo inalterado e coloca também o exemplo de um animal, colocando em comparação o urso polar que não pode mudar o seu ambiente, pois não suportaria um grande aumento da temperatura.
Portanto o homem em si é o único ser que pode ser adaptado em quaisquer circunstancias, ou seja, em outros países diferentes de sua origem, sobrevivência em ambientes com temperaturas diferente e ainda e capaz de passar seus hábitos de gerações a gerações.
Kroeber relacionou a ampliação de conceito de cultura em alguns pontos, na qual o que mais me despertou interesse foi que ele diz: A cultura é um processo acumulativo, resultante de toda experiência histórica das gerações anteriores.
Um chipanzé possui uma capacidade de observação e de invenção, porém falta nela à possibilidade de comunicação não podendo assim beneficia a sua espécie, pois isso nasce e acaba com ele. Já o homem possui a comunicação capaz de transmitir de gerações a gerações, ou seja, a linguagem humana é um produto de cultura.
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